“A vontade de Deus é que sejais santos” (1Ts 4,3)

Foto: The Church of England

A Sagrada Escritura nos revela que a santidade é, sobretudo, dom de Deus. Contudo, para que este dom frutifique dependerá da nossa abertura, da correspondência generosa e constante à graça dada. A verdade é que Deus nos quer santos. Todos nós, sem exceção. E nos concederá os auxílios espirituais e materiais necessários ao nosso caminho de santificação.

Embora todos somos chamados a dar testemunho de santidade, há muitas formas existenciais de testemunho. Alguns serão sacerdotes; outros religiosos e religiosas; outros ainda serão pais e mães de família. Mas o convite de Cristo para ser “perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48) revela que “todos os estados de vida podem chegar à perfeição cristã, cada um a seu modo (Congregatio de Causis Sanctorum, Le Cause dei Santi, 4ed. 2018. p.28).

O Papa Francisco na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate afirmou com sabedoria que cada santo é uma missão singular, “é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, em um momento determinado da história, um aspecto do Evangelho” (n.19).

Santidade, portanto, é deixar que seja revelada a mensagem única que Deus pensou em dizer ao mundo com a nossa vida, sabendo que “temos dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada” (Rm 12,6).

A santidade não é um dom conferido apenas a alguns escolhidos, mas é a exigência mais profunda de todo batizado. Peçamos a Deus a capacidade de responder fielmente ao seu chamado!

 

Maria Zoê Bellani Lyra Espindola
Vice-postuladora da causa
de beatificação de Marcelo Câmara

Artigo publicado na edição de fevereiro do Jornal da Arquidiocese

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