HISTÓRIA DA PARÓQUIA

Os habitantes naturais de Garopaba eram os índios Carijós, que moravam em tabas ou aldeias, constantes de 30 a 80 cabanas.

Provavelmente os primeiros habitantes brancos foram sobreviventes da expedição de João Dias de Solis, encontrados pela tripulação do Galeão São Gabriel, desgarrado da expedição de Sebastião Elcano em 1º de março de 1526. O Capelão de bordo batizou os primeiros Carijós.

A primeira ocupação de Garopaba de certo modo estável se dá em 1692, quando colonos chefiados por Antônio Bicudo Camacho, localizou-se em Araçatuba e Maciambu.

No século XVIII, a ocupação foi intensificada: Em 1748 chegaram os primeiros navios transportando imigrantes das Ilhas dos Açores. Os carregamentos se sucederam entre 1748 e 1756, totalizando 4.929 pessoas, que foram distribuídas pela Ilha de Santa Catarina e pelo litoral continental: São Miguel, São José, Enseada de Brito, Garopaba e Vila Nova.

Em 1793-1795 fundou-se a Armação de São Joaquim de Garopaba, para exploração da pesca da baleia. A Armação, que estava destinada a dar um forte impulso econômico a Garopaba, fracassou. Em 1830 não passava de ruínas. Garopaba não passava de um lugar pobre, habitado por gente pobre.

Os moradores brancos de Garopaba, açorianos de grande religiosidade, foram, em seus primórdios, atendidos pelos Padres de Laguna, a cuja Paróquia pertenciam. Mais tarde passaram a pertencer à Paróquia do Desterro e à da Enseada de Brito.

Um Decreto Imperial de 09 de dezembro de 1830, sendo Presidente da Província o Chefe de Divisão Miguel de Souza Melo e Alvim, criava a Paróquia São Joaquim, de Garopaba. Sua instalação, contudo, somente foi efectivada, por ato Legislativo, de 13 de maio de 1846, quando o General de Divisão Antero José Ferreira de Brito foi autorizado a contratar uma Companhia para a construção da igreja matriz da casa paroquial e do cemitério.

A igreja matriz atual, talvez uma ampliação da igreja construída ao tempo da Armação da pesca, sofreu sucessivas remodelações e reformas. Pelo que consta, procederam a reformas o Pe. Rafael Faraco (1862-1917), Pe. Dr. Cesar Rossi (Vigário de Laguna e Mirim: 1918-1946) e Pe. Paulo Hobold (1946-1956). A última e completa reforma aconteceu ao tempo em que Pe. Francisco de Assis Wloch (1976-1987) era Pároco.

Não era fácil paroquiar Garopaba: lugar pobre, povo pobre e escasso, sem condições de sustentar um Vigário residente. Deste modo era grande a rotatividade dos Padres.

Quem realmente fez a grande história religiosa de Garopaba foi Pe. Rafael Faraco, que alí permaneceu de 1862 a 1917, ano de seu falecimento.

Com estatutos aprovados em 1873, foi criada a Irmandade de São Joaquim de Garopaba, acumulando quatro devoções: Santíssimo Sacramento, Divino Espírito Santo, São Joaquim e Nossa Senhora das Dores.

Grande emoção de Padre Faraco e da comunidade foi ver sua Paróquia consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, a 21 de janeiro de 1900.

Em 1917 a Paróquia São Joaquim foi anexada à Paróquia de Vila Nova e Mirim, situação mantida até 1956, quando foi anexada à Paróquia de Santo Amaro, pois, com a criação da Diocese de Tubarão, não poderia continuar anexada às de Mirim e Vila Nova, que ficaram pertencendo àquela Diocese.

Em 10 de janeiro de 1967, com a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Paulo Lopes, Garopaba e Enseada de Brito passaram a ser atendidas por esta Paróquia.

Em 1973 Pe. Eugênio Kinceski assume a Paróquia de Paulo Lopes e Garopaba, passando a Paróquia de Enseada de Brito aos cuidados da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Nazaré, de Palhoça.

Finalmente, a 17 de dezembro de 1976, Dom Afonso Niehues reativa a Paróquia São Joaquim, de Garopaba, definindo-lhe novamente os limites, que seriam coincidentes com os do Município, à exceção das Comunidades de Gamboa e Penha, que continuariam a ser atendidas pela Paróquia de Paulo Lopes.

Pe. Francisco de Assis Wloch, seu Pároco nomeado, inicia uma nova caminhada na veterana Paróquia. Com poucas condições de trabalho, Pe. Francisco desdobra-se para conseguir atender a todas as pobres comunidades. Sem casa paroquial, vai residir na casa de uma família, trabalhando para conscientizar seus paroquianos da necessidade de se engajarem na manutenção da Paróquia.

Fonte: BESEN, José Artulino. São Joaquim de Garopaba (Recordações da Freguesia). 2ª edição. 1996.

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